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Consumação







Como a história ainda não terminou, o último capítulo ainda está sendo escrito - mesmo que saibamos, com base no que foi escrito até aqui, como será o fim do último capítulo. O que Deus já pôs em movimento, assim lemos, por meio da encarnação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, e pela dádiva do Espírito Santo, será finalmente consumado de forma plena.

Assim, o que torna essa história tão diferente de todas as outras histórias do gênero é que a nossa história está repleta de esperança. Existe um Fim- uma conclusão gloriosa para essa história presente. É Jesus, parado diante do túmulo do seu amigo Lázaro, dizendo a Marta, irmã de Lázaro, que ele próprio, Jesus, era a sua esperança para a vida, tanto no agora quanto no porvir: "Eu sou a ressurreição e a vida", ele lhe disse, "quem crê em mim, mesmo que morra, viverá" -porque Jesus é a própria ressurreição. E como ele é, também, a vida, ele prossegue: "e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá" (Jo 11.25,26). E então ele foi adiante e validou o que havia dito, ressuscitando Lázaro do túmulo.

O próprio Jesus se tornou a confirmação final dessas palavras com a sua própria ressurreição. Os perversos e os religiosos o mataram. Não suportavam a sua presença entre eles, porque ele se opunha a  todas as suas formas mesquinhas de religião e autoridade, baseadas na própria condição caída deles - e então ele ainda teve a audácia de lhes dizer que ele era o único caminho para o Pai (v. Jo 14.6). Assim, mataram-no. Mas como ele mesmo era a Vida - e o autor da vida para todos os outros-, o túmulo não pôde retê-lo. E sua ressurreição não só confirmou as suas próprias reivindicações e vindicou a sua própria vida no nosso planeta, mas também ditou o começo do fim da própria morte, e se tornou uma garantia para aqueles que são seus - tanto agora quanto para sempre.

É disso que trata o episódio final (o Apocalipse)- a conclusão que Deus dá à história, quando a sua justiça põe fim ao grande Antagonista e a todos os que continuam a levar a imagem dele (v. Ap 20), e quando Deus em amor restaura a Criação (Éden) como um novo céu e uma nova terra (v.Ap 21-22).


Essa é, então, a metanarrativa, a grande história, de que os diversos livros da Bíblia são, cada um, uma parte. Ainda que busquemos, vez após vez, indicar a maneira como cada livro se encaixa no todo, enquanto você os ler poderá perceber por si mesmo como eles se encaixam nessa narrativa. Esperamos, também, que você se pergunte como você mesmo se encaixa nessa história.

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