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Igreja Reformada. Sempre Reformando

Fazemos parte de uma igreja reformada. Nossa fé é reformada, nossos princípios são reformados, temos uma história que nos liga à reforma. Infelizmente nem tudo é reformado como deveria ser.
Por tradição somos descendentes da Reforma, mas na prática estamos ficando longe dela. Já não há mais zelo nem apego aos princípios da reforma; muito são os que somente usam a expressão por mera conveniência.

Muitos são os que nem sabem do que se está falando quando são usadas as palavras “Reforma Protestante”. Para alguns se trata de uma reforma que se pretendeu ou se pretende fazer em algum lugar ou em algo; trata-se de um termo vago que não acrescenta nada.

Ao usar a expressão “Reforma Protestante” refiro-me ao avivamento ocorrido no Século 16, quando Deus, na sua infinita bondade, restaurou a Sua igreja trazendo-a de volta aos princípios da igreja primitiva apostólica. Uma igreja edificada sobre o fundamento dos apóstolos para ser luz no mundo, propagando a salvação que Deus oferece através e unicamente de Cristo Jesus.

O maior alvo das trevas é ofuscar a luz. A luz de Deus vem através da oferta de salvação que tem sua base na obra vicária realizada por Cristo Jesus na Cruz do Calvário. Nessa, e tão somente nessa, obra o homem pode ter paz com Deus e vida eterna.

Alegria Espiritual*













“...na tua presença há plenitude de alegria...” (Sl 16.11)





A alegria é característica fundamental no cristianismo. É a expressão de um povo que conhece a Deus, o qual se torna o motivo de sua alegria constante. O apóstolo Paulo diz que “justificados mediante a fé temos paz com Deus por  intermédio de Jesus Cristo... e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1-2). A justificação transforma o cristão que antes era um ser triste e sem esperança em um ser feliz e rico de paz. Mas como isso é possível? Como isso pode ocorrer em meio a tantas dificuldades que rodeia a vida dos homens tanto  cristãos como os não cristãos?

O profeta Isaías diz que “Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; e alegria  alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is 35.10). Havia uma expectativa no povo de Deus de uma ação redentiva de Deus para com eles. O profeta, orientado pelo Espírito, lhes mostra que a obra divina é maior do que  aquela que estavam buscando. Enquanto queriam a redenção de um cativeiro terreno, Deus já tinha preparado uma libertação eterna, onde haveria alegria sem  fim. Esta é justamente a argumentação que Paulo traz em Romanos 5. Sem a justificação o homem não pode desfrutar de uma alegria inabalável, mas com a obra divina não é possível haver ausência de alegria na vida do justificado.