Diferentemente do que muitos cristãos pensam,
as tentações cooperam para o nosso bem. Elas fazem parte do grande propósito
divino de aperfeiçoar os seus filhos. Elas fazem parte de “todas as coisas” que
cooperam para o bem dos que amam a Deus.
As tentações cooperam para o nosso bem porque
elas nos ajudam a detectar o que vai dentro de nós. Elas podem nos dar um
indicativo de como está a sujeira do nosso ser interior. Nas tentações Satanás
tenta nos enganar enquanto que Deus procura nos fortalecer. A tentação é um
meio pelo qual Deus testa a nossa lealdade e sinceridade a ele.
As tentações cooperam para o nosso bem quando
nós, provados por elas, ajudamos os outros a serem vencedores sobre elas. Assim
como Jesus fez, tornando-se poderoso para socorrer os que são tentados (Hb
2.18), devemos nós também fazer. Neste sentido também podemos ser imitadores
dele! Paulo pode ajudar os seus companheiros de fé porque ele havia passado por
tentações. Foi isto o que diz dizer quando escreveu sobre Satanás: “para que Satanás não alcance vantagem sobre
nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”(2 Co 2.11). Somente um homem que
passou pelas tentações pode socorrer firmemente os que são tentados. Por isso,
como instrumentos de Deus, as tentações cooperam para o nosso bem.
As tentações cooperam para o nosso bem porque
elas nos fazem anelar que a redenção se complete logo. Estar sob tentação
constantemente é dolorido e, então, temos anelos mais santos do que teríamos se
não fôssemos assaltados constantemente por elas. Por isso, debaixo das
tentações, ansiamos pela volta de Cristo que é o fim de todo sofrimento. Quando
sob tentações, elevamos mais os nossos olhos para o alto e ansiamos que o
prêmio da soberana vocação nos seja dado com presteza.

