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Alegria Espiritual*













“...na tua presença há plenitude de alegria...” (Sl 16.11)





A alegria é característica fundamental no cristianismo. É a expressão de um povo que conhece a Deus, o qual se torna o motivo de sua alegria constante. O apóstolo Paulo diz que “justificados mediante a fé temos paz com Deus por  intermédio de Jesus Cristo... e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1-2). A justificação transforma o cristão que antes era um ser triste e sem esperança em um ser feliz e rico de paz. Mas como isso é possível? Como isso pode ocorrer em meio a tantas dificuldades que rodeia a vida dos homens tanto  cristãos como os não cristãos?

O profeta Isaías diz que “Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; e alegria  alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is 35.10). Havia uma expectativa no povo de Deus de uma ação redentiva de Deus para com eles. O profeta, orientado pelo Espírito, lhes mostra que a obra divina é maior do que  aquela que estavam buscando. Enquanto queriam a redenção de um cativeiro terreno, Deus já tinha preparado uma libertação eterna, onde haveria alegria sem  fim. Esta é justamente a argumentação que Paulo traz em Romanos 5. Sem a justificação o homem não pode desfrutar de uma alegria inabalável, mas com a obra divina não é possível haver ausência de alegria na vida do justificado.


Jesus disse aos seus discípulos que tinha um motivo de ensinar-lhes a verdade: "para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 15.11). Estas palavras foram ditas por Jesus na parte final do seu ministério terreno, onde havia uma expectativa de prisão, sofrimento e morte. Mesmo assim Ele diz do seu gozo e que deseja compartilhá-lo com seus discípulos. O grande alvo ministerial de Jesus era fazer a vontade do Pai, apesar do alto custo, e isso lhe bastava (Jo 4.34). O apóstolo Paulo aprendeu com Cristo e afirmou que sentia “prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2Co 12.10).

Estas atitudes apontam para uma firme convicção a respeito da fonte da verdadeira alegria e como desfrutá-la. Atualmente é sugerido que a alegria está intimamente ligada àquilo que o indivíduo tem, a ausência de dificuldades em todas as áreas da vida, ou ao que “Deus faz por mim”. Contudo se fôssemos interpretar a luz desta pseudo-filosofia cristã teríamos de desqualificar os homens bíblicos e seus ensinamentos, pois antes a sua alegria estava em Deus somente.


Testemunhando a respeito disso, Paulo diz qual foi a resposta de Deus às suas angústias: “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se  aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais gloriarei nas fraquezas, para  que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2 Co 12.9).


* Escrito por Rev. Milton Rodrigues Júnior e publicado na Seção Pastoral do boletim semanal - Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia - GO.


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