Desde
quando meu filho nasceu há exatamente um ano e sete meses, reflito sobre a
importância e a responsabilidade de ser um bom filho no sentido que o bom filho
se torna um bom pai (Pv. 22.6) - pode não ser uma lei absoluta. Mas é um
sentimento que tento aprender e apreender dos meus tempos de filho, para fazer
valer à pena neste meu tempo de ser pai. Penso em como seria se eu ainda
tivesse meus pais comigo aqui e agora e quais conselhos me dariam? Ou ainda se
teria aprovação deles por ter me esforçado em ser um bom filho mesmo com minhas
limitações. E que agora com essas mesmas limitações me esforço para ser um bom
pai não me esquecendo de outra responsabilidade que me é prazerosa: a luta
constante em ser um bom esposo para uma mulher especial que Deus no alto de sua
bondade colocou em meu caminho: para amar, respeitar, cuidar... Tudo isso
aflora quando olho para o meu filho querido.
.
Costumo
dizer para minha esposa que o ser pai é diferente do ser mãe. A mãe tem um laço
de amor biológico que transcende a compreensão do homem, mas, ao mesmo tempo o
homem evolui com esse amor proporcionado pelo singelo estado de ser pai. O
homem evolui como pessoa, como homem e... como pai! O filho nos ensina a olhar
para a nossa interioridade e descobrir que há mais do que um provedor austero,
há um ser em constante evolução causado pela revolução do amor pelo filho, que
num simples gesto de aprendizagem e descoberta de um mundo novo causa um
turbilhão de sentimentos no pai, seja no balbuciar de palavras que conseguimos
uma plausível tradução, ou em palavras indecifráveis, mas cujo som daquela voz
infante causa alegrias e risos que mesclam amor, orgulho, êxtase e nos faz
lembrar que outrora éramos os causadores de tais sentimentos em nossos pais..
.
Com isso concluo que meu filho tem sido uma verdadeira
enciclopédia em minha vida. Aprendi como é ser um filho, mesmo não tendo meus
pais neste mesmo estrato de existência, e como diria a canção "se meu
filho não nasceu, eu ainda sou o filho. Se hoje canto essa canção, o que cantarei
depois?!" Te amo filho!

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