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O Combate Bretão que John Stott Venceu Martyn Lloyd-Jones e o Evangelho Perderam



Na década de 1960 houve vários embates entre os ministros evangélicos na Inglaterra. Ninguém imaginava que aqueles combates teológicos estariam definindo o destino da igreja moderna.

De um lado da disputa estava o solitário Dr. Martyn Lloyd-Jones que em vão chamava a igreja da Inglaterra de volta à Escrituras e exortava os pastores e teólogos ingleses a abandonarem as filosóficas humanistas dos teólogos progressistas.

Do outro lado estava John Stott e seus colegas, traindo o seu mentor, Martyn Lloyd-Jones. Stott era um dos líderes do grupo apóstata que buscava interpretar as escrituras como um livro histórico, sujeitos à mesma hermenêutica que qualquer outro livro. Ensinavam por exemplo que não um inferno, que a salvação é universal, e que Deus nunca julgaria ninguém. Também defendiam o ecumenismo.

Dr. Douglas Jones da Universidade de Durham escreveu contra o Dr. Lloyd-Jones:

“O Dr. Martyn Lloyd-Jones está tentando nos convencer de que existem marcas doutrinárias que podemos usar para distinguir aquele que crê daquele que não crê... Nesse sentido, Dr. Lloyd-Jones não aprendeu nada com o maior teólogo evangélico dos tempos modernos” – (ele se referia aqui ao herético Karl Barth).

John Stott em 1967 disse sobre o inferno:

“Emocionalmente, acho o conceito (de inferno) intolerável e não compreendo como as pessoas podem viver com ele sem qualquer cauterização de seus sentimentos... Nossas emoções são um guia, oscilante, e confiável para a verdade, mas não devem ser exaltadas ao lugar da suprema autoridade (bíblia)... minha pergunta deve ser – e é – não o que meu coração me diz, mas o que a palavra de Deus tem a dizer?”

Mas Stott de fato colocou suas emoções acima das escrituras quando desenvolveu a doutrina do ‘aniquilacionismo’ que nega as declarações claras da bíblia sobre o castigo eterno no inferno. Apesar deste e de muitos outros erros, John Stott continua a ser o professor favorito de muitos auto-intitulados teólogos evangélicos.

Pouco menos de dois antes da morte de Martyn Lloyd-Jones, John Stott solicitou uma reunião com ele para, de acordo com Stott, tentar uma reconciliação com seu antigo mentor. Mas o Dr. Lloyd-Jones, enquanto muito educado, deixou claro que a divisão entre eles dois não era uma questão de personalidades (como alguns no mundo evangélico supunham), mas de princípios. Lloyd-Jones disse a Stott “se você voltar aos princípios bíblicos a brecha entre nós será curada. E eu direi como Simeão: Senhor agora despedes o teu servo em paz”. Mas não era para acontecer. Dr. Lloyd-Jones faleceu no dia 1º de março de 1981.

John Stott e seu grupo venceram. O resultado hoje é visível. Na Inglaterra as grandes catedrais são hoje museus ou mesquitas islâmicas. A Inglaterra que gerou Charles Haddom Spurgeon hoje ordena pastores gays e apóia a pedofilia. Não foi Martyn Lloyd-Jones que perdeu, foram a Inglaterra e o mundo que se perderam de Deus.

Basta relacionar a situação do cristianismo evangélico no mundo hoje com o fato de John Stott ser relacionado pela revista Times, entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.

A Europa, antes berço do protestantismo, hoje se tornou berço do anti-cristianismo ao mundo, que é toda a mensagem que relativiza a moral e os princípios bíblicos e centraliza o homem acima de Deus. Seja em forma de socialismo, ateísmo, satanismo, humanismo ou iluminismo.

No Brasil e nos EUA, líderes evangélicos relativizam a palavra, negam o nascimento virginal de Jesus, negam o inferno, classificam o Éden como um mito; defendem a liberação das drogas, do aborto, do casamento e ordenação de homossexuais. Ensinam a salvação universal, o divórcio, o sexo livre, e acima de tudo são marxistas enrustidos.

É Stott realmente responsável por todo o lixo teológico na Igreja Moderna? É responsável pela fuga das ovelhas, aquele que deixou a porteira do aprisco aberta?

Esse é o legado de John Stott deixou a igreja: a teologia relativista, que é a teologia da apostasia. Um evangelho universalista que torna Deus cúmplice e incentivador dos pecados do homem. Que demonizou os Dez Mandamentos, e eliminou a necessidade de arrependimento e novo nascimento.

Por outro lado, devemos dar ouvidos ao que o velho mestre Martyn Lloyd-Jones escreveu:

Certamente não podemos aceitar as idéias universalistas, porque, se assim o fizermos, isso significa que nós encontraremos contradizendo o ensino básico das Escrituras naqueles lugares onde há uma clara divisão entre os salvos e os perdidos, o bom e o mau, os redimidos e os perdidos. Apesar dos argumentos com base em uma idéia filosófica do amor de Deus, a Escritura faz uma distinção fundamental entre a salvação eterna e a destruição eterna. Existe apenas uma salvação, pelo sangue de Cristo e ninguém pode entrar no reino de Deus exceto pela fé em Cristo. Esse é o ensinamento da Escritura.

O mistério que nós como cristãos temos permissão para compartilhar com o mundo é que deus acabará por restaurar a harmonia original, e reunir-se-á novamente com todas as coisas através de Cristo. Jesus está acima de tudo e a harmonia será restaurada... Essas bênçãos só são aplicáveis àqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo.

Nenhuma harmonia é prometida aos outros. Eles serão enviados para a “destruição eterna”, estarão fora dos cosmos, e não mais perturbarão a harmonia pela eternidade. A respeito dos anjos caídos é evidente que não há esperança para eles. Eles estão ‘reservados em cadeias’ no Hades até que venha a sua condenação final (2 Pe. 2.4 e Jd. 1.6). Satanás também está para ser no ‘lago de fogo’, onde ele e todos os seus seguidores devem ser atormentados para sempre (Ap. 20.10).

Nosso Senhor Jesus atraía os pecadores porque Ele era diferente. Eles se aproximaram d’Ele, porque eles sentiam que havia algo diferente n’Ele. O mundo deve nos ver como seres diferentes. Essa idéia de que você vai ganhar as pessoas para a fé cristã mostrando-lhes que, afinal de tudo, você é igual a eles, é teologicamente e psicologicamente uma asneira profunda. David Martyn Lloyd-Jones, O último Propósito de Deus: Uma exposição de Efésios 1.1-23 (de Edimburgo, Carlisle, na Pensilvânia: Banner Of Truth Trust, 1978), 202-07.

A mensagem de Lloyd-Jones à igreja do Séc. XX é atual é necessária no séc. XXI, não há realmente nada de novo sob o sol:

Toda essa pregação moderna no fato de que Deus é amor é uma indicação da mesma atitude e espírito. Dizemos hoje que os sermões antigos que pregavam a lei e falavam sobre a convicção do pecado e chamavam o povo ao arrependimento estavam todos errados porque eram legalistas. Os teólogos modernos nos disseram que devemos retornar a mensagem de Jesus e nos livrar de toda a nossa teologia, nossa argumentação e doutrina. A grande mensagem da pregação moderna é dizer às pessoas que Deus é amor. Não importa o que elas sejam, ou o que tenham sido, ou o que eles fizeram, ou que elas podem vir a fazer, Deus as ama. Ninguém será punido! Não há nenhuma lei, por isso não há castigo e nem há um inferno...

Teólogos modernos da igreja nos dizem que o que precisamos é de um ‘cristianismo sem religião’. Um deles escreveu um livro no qual ele diz que se você realmente que encontrar Deus, não vá aos locais de culto. Ele disse que encontrou mais de Deus nos bordéis e botecos do que ele jamais encontrou em uma igreja. Amor e bondade um para com outro, dizem eles, é a mensagem de Cristo. Isso tudo é apenas uma maneira muito inteligente, moderna, sofisticada e filosófica de dizer – ‘não se arrependam!’.

Se você sabe a mensagem da bíblia, você não terá nenhuma dificuldade em responder a esta pergunta. É o arrependimento essencial para a salvação? Não há salvação sem arrependimento! Se você diz que precisa de um Salvador, isso se deve por você perceber que vive de maneira errada e pecaminosa. A vida pecaminosa merece o julgamento e a punição de Deus e do inferno. O objetivo daquela morte na cruz foi a de nos reconciliar com Deus. É uma reconciliação pessoal. A morte de Cristo na cruz não apenas nos coloca bem com a lei, mas também com uma pessoa... Para ter essa relação, comunhão e intimidade com Deus devemos ser iguais a Ele. Entendemos que devemos ser justos, pois não há comunhão entre luz e trevas, portanto, devemos ser livres de tudo que é errado e mau. Isso é arrependimento.

O mundo precisa de ser lembrado do julgamento. Este país (Inglaterra) está perdendo a moral, todos os países estão, e não adianta tentar resolver o problema passando leis no Parlamento, você não poderá resolvê-los... Para tal, precisa mudar a natureza humana. O problema está no coração humano. Porque as pessoas não têm idéia do julgamento de Deus, tampouco possuem algum senso de responsabilidade. O mundo inteiro precisa saber que está correndo na direção do Juízo Final. Só a perspectiva de julgamento pode trazer o homem à consciência, e é o propósito da pregação do evangelho, dizer ao mundo que o julgamento está chegando e não dizer que Deus ama a todos, e portanto, todo mundo irá para o céu. Nosso Senhor pregou o julgamento. Como vimos, é a única explicação de por que Ele morreu. Martyn Lloyd-Jones, O Cristianismo Vitorioso, EUA 1 Ed. (Wheaton, Ill.: Crossway Books, 2003), 66-74.

Seguindo a teologia de Stott e seus cooperadores a Igreja Moderna deixou de seguir os mandamentos da Bíblia e suas exortações. O resultado é que os crentes não reconhecem o pecado quando o encontram. Eles aceitam todo o ‘caminho que ao homem parece direito’ (Pv. 16.25). E por que possuem vergonha do evangelho de Jesus que apresenta um Deus que pune o pecador, travestem a tolerância ao pecado em amor e negam o juízo de Deus para serem tolerados pelo mundo. Imaginando-se cheios de amor e misericórdia, estão sendo iludidos por Satanás.


Artigo extraído do seguinte endereço: Fé em Contexto

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