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Motivos Para o Uso da Apologética**




O primeiro motivo para o cristão usar a apologética é sua obediência a vontade de Deus, anunciada em sua Palavra (ver 1 Pe 3.15). A nossa recusa de apresentar uma razão para nossa fé, por si só, já se constitui desobediência ao Senhor. Além disso, existem pelo menos outros dois motivos práticos para usarmos a apologética: convencer os incrédulos e instruir e edificar os crentes.

Mesmo que não houvesse descrentes para persuadir, ainda assim deveríamos apresentar razão da nossa fé, porque esta, quando bem entendida, gera obediência a Deus e boas obras (ver Rm 12.2). A fé desenvolve a razão, e esta explora o tesouro da fé que uma vez foi dada aos santos (Jd 1.3).

Ademais, o cristão crê num Deus que e amor, e o nosso amado e é Aquele que nos ama; e quanto mais nosso coração ama alguém, mais nossa mente deseja conhecer a respeito da pessoa amada. A fé naturalmente estimula a razão através da atuação do amor. Portanto, a fé estimula a razão, e esta estimula a fé. Isto e exatamente o que este livro procura demonstrar. Portanto, razão e fé são amigas, companheiras, parceiras, aliadas.

E uma vez que essas duas aliadas, a fé e a razão, tem inimigos comuns, a apologética funciona como uma arma de guerra; e os argumentos apologéticos funcionam como instrumentos que destroem mentiras, falácias e sofismas. Note como Paulo descreveu a guerra espiritual e qual o papel da apologética:

Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento a obediência de Cristo. (2 Corintios 10.3-5).

Como disse Arthur Holmes: “Toda a verdade e a verdade de Deus”. Nessa guerra [cujo campo de batalha e a mente humana], defendemos a razão e a fé, porque a razão e amiga da verdade, e a falta de fé gera falta de verdade. Logo, ao defendermos a fé, reavemos o território da mente que, como tudo mais, pertence por direito a Deus, e Ele disponibilizou para nos.

Entretanto, assim como a insulina age contra o diabetes, e não contra os diabéticos, nossa guerra e contra a descrença, e não contra os descrentes. O objetivo da apologética não e obter vitória para si mesma, mas alcançar a verdade. Assim, todos saem ganhando. Neste caso, a proposta de Abraham Lincoln—“a melhor maneira de conquistar nosso inimigo e torna-lo nosso amigo”— também e valida para os argumentos apologéticos.


Convidamos os críticos, os céticos, os descrentes e os adeptos de outras religiões para dialogar conosco nesta obra. Aqueles que desejarem poderão escrever para nos, pelo bem de nossa busca mutua pela verdade e para melhorar as próximas edições deste livro. Afinal, uma das poucas coisas na vida que não nos faz mal e a busca sincera pela verdade.


** Extraído do livro: "Manual de Defesa da Fé" escrito por Peter Kreeft e Ronald K. Tacelli.

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