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Breves Reflexões: Um Olhar Sobre a Cruz





Eu olho para a cruz, e para a cruz eu vou do seu sofrer participar. Assim começa uma canção gravada originalmente por Jeremy Riddle, e aqui a conhecemos devido à interpretação do Ministério Vineyard. Pois bem, em tempos onde o que mais se canta e o que mais se prega é a teologia do toma lá da cá ancorada pela confissão positiva, confesso que quanto mais eu ouço e essa canção mais eu percebo que algo não se encaixa, o que enxergo é uma miscelânea ou sincretismo para ser mais exato.
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O evangelho da cruz se tornou obsoleto em grande parte das igrejas e comunidades enquanto instituições, digo isso, porque mesmo dentro desse nevoeiro indecifrável existem pessoas que servem a Deus de forma sincera, aqui abro um parêntese para não generalizar com a individualidade daqueles sinceros irmãos.
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Muitas pessoas nas igrejas cantam e lêem sobre a cruz sem ao menos imaginar o valor agregado ao sacrifício vicário. Na cruz somos crucificados, e uma vez crucificados morremos para o mundo, e isto é fato! Se a cruz não produzir morte ela não será eficaz, visto que o sacrifício da cruz consiste na morte, e ao morrermos na cruz ressurgimos com Cristo vivendo em nós, como dito pelo Apóstolo Paulo “assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” – Gl. 2.20. Uma vida de cruz significa uma vida voltada para Deus, isso quando olhamos do ponto de vista de quem foi beneficiado com o sacrifício de Jesus, ou seja, os eleitos desde a fundação do mundo, aqueles a quem o Pai desde o início das eras confiou ao Filho. Mas do ponto de vista de Cristo que viveu uma vida sem mácula, sem pecado e que veio para os que eram seus, e mesmo assim os que eram seus não o recebeu; a vida em direção à cruz, além de morte em conformidade com a lei, teve um significado extremamente doloroso: o de um pai que abandona o seu filho, se assim não fosse ele não teria dito “Deus meu, Deus meu porque me abandonaste?” Mt. 27.46 NVI.
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A cruz dos evangelhos não é a mesma cruz apregoada por este evangelho sincrético. A cruz antes de ser um lugar de lindas composições, ela é um lugar de morte, de abandono. A cruz é um lugar onde devemos olhar e entender que nós éramos os seus destinatários, porque nós é que somos os pecadores e que em pecados fomos concebidos. Deus ao olhar para nós não viu nada de bom, nenhuma mínima justiça visto estarmos em um estado de total depravação. Mas, Deus em sua infinita misericórdia e acima de tudo em sua soberania, aprouve moer o Seu Filho fazendo d’Ele homem de dores, o nosso substituto ideal. E por meio do sacrifício ele nos reconciliou com Deus – nossos pecados foram expiados e em propiciação Ele apazigou a ira de Deus sobre àqueles que viriam a crer no seu sacrifício, àqueles a quem o próprio Deus confiou quando não havia sol, nem estrelas, desde os tempos quando o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas, desde a fundação do mundo.

Somente a Deus seja dada a Glória. Amém!



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