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O evangelho da cruz se tornou obsoleto em
grande parte das igrejas e comunidades enquanto instituições, digo isso, porque
mesmo dentro desse nevoeiro indecifrável existem pessoas que servem a Deus de
forma sincera, aqui abro um parêntese para não generalizar com a individualidade
daqueles sinceros irmãos.
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Muitas pessoas nas igrejas cantam e lêem sobre
a cruz sem ao menos imaginar o valor agregado ao sacrifício vicário. Na cruz
somos crucificados, e uma vez crucificados morremos para o mundo, e isto é
fato! Se a cruz não produzir morte ela não será eficaz, visto que o sacrifício
da cruz consiste na morte, e ao morrermos na cruz ressurgimos com Cristo
vivendo em nós, como dito pelo Apóstolo Paulo “assim, já não sou eu quem vive, mas
Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de
Deus, que me amou e se entregou por mim” – Gl. 2.20. Uma vida de cruz significa uma vida voltada para Deus,
isso quando olhamos do ponto de vista de quem foi beneficiado com o sacrifício
de Jesus, ou seja, os eleitos desde a fundação do mundo, aqueles a quem o Pai
desde o início das eras confiou ao Filho. Mas do ponto de vista de Cristo que
viveu uma vida sem mácula, sem pecado e que veio para os que eram seus, e mesmo
assim os que eram seus não o recebeu; a vida em direção à cruz, além de morte
em conformidade com a lei, teve um significado extremamente doloroso: o de um
pai que abandona o seu filho, se assim não fosse ele não teria dito “Deus meu, Deus meu porque me abandonaste?”
Mt. 27.46 NVI.
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A cruz dos evangelhos não é a mesma cruz apregoada por este evangelho sincrético. A cruz antes de ser um lugar de
lindas composições, ela é um lugar de morte, de abandono. A cruz é um lugar
onde devemos olhar e entender que nós éramos os seus destinatários, porque nós
é que somos os pecadores e que em pecados fomos concebidos. Deus ao olhar para
nós não viu nada de bom, nenhuma mínima justiça visto estarmos em um estado de
total depravação. Mas, Deus em sua infinita misericórdia e acima de tudo em sua
soberania, aprouve moer o Seu Filho fazendo d’Ele homem de dores, o nosso
substituto ideal. E por meio do sacrifício ele nos reconciliou com Deus – nossos
pecados foram expiados e em propiciação Ele apazigou a ira de Deus sobre
àqueles que viriam a crer no seu sacrifício, àqueles a quem o próprio Deus
confiou quando não havia sol, nem estrelas, desde os tempos quando o Espírito
de Deus se movia sobre a face das águas, desde a fundação do mundo.
Somente a Deus seja dada a Glória. Amém!
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