A igreja de Deus
existe e está presente no mundo. O Senhor Jesus falou dela, quando disse aos
discípulos que “edificaria sua igreja” (Mt 16.13-20) e quando determinou que os
discípulos faltosos fossem corrigidos pela “igreja” (Mt 18.17). Podemos definir
a igreja de Cristo como sendo a comunhão de todos os que foram chamados por
Deus, mediante a sua Palavra, e que pela ação do Espírito Santo recebem a Cristo como
único Salvador e Senhor, que conhecem e adoram a Deus Pai, Filho e Espírito
Santo, em verdade, e que participam pela fé dos benefícios gratuitos oferecidos
por Cristo.
A igreja é una, ou seja, só existe uma. Cristo sempre teve somente uma
noiva: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Ao
mesmo tempo, ela é universal, está espalhada pelo mundo todo, e tem pessoas de
todas as tribos, povos, e raças (Ap 7.9-10). Isto não quer dizer que a igreja
de Cristo é do tamanho do mundo. Existe uma diferença radical entre a igreja e
o mundo. A igreja está no mundo, mas não é dele. Jesus orou pela igreja mas não
pelo mundo (Jo 17.9).
A igreja de Deus sempre existiu e sempre existirá. Deus sempre teve e
terá um povo para Si, para o adorar em espírito e em verdade. A igreja de Deus,
porém, atravessou duas fases históricas distintas. No período antes de Cristo
ela estava grandemente resumida à nação de Israel, e funcionava com rituais,
símbolos e ordenanças determinadas por Deus, como figuras e tipos de Cristo.
Com a vinda de Cristo e do Espírito no dia de Pentecostes, estas cerimônias
foram abolidas, e agora adoramos a Deus de forma mais simples. Porém, é a mesma
igreja, o mesmo povo, no Antigo e no Novo Testamentos. Antes de Cristo, os
crentes em Israel se salvaram pela fé no Messias que haveria de vir. Depois de
Cristo, somos salvos pela fé no Messias que já veio. O autor de Hebreus inclui
na mesma relação dos heróis da fé os crentes do Antigo e do Novo Testamento
(veja especialmente Hb 11.39-40).
A igreja de Deus, mesmo sendo una e indivisível, existe agora em duas
dimensões: (1) a igreja militante,
composta dos crentes vivos neste mundo, que ainda estão lutando contra a carne,
o pecado, o mundo e Satanás; e (2) a
igreja triunfante, composta daqueles fiéis que, tendo vencido a luta, já
partiram deste mundo, e hoje desfrutam do triunfo na presença de Deus
(Hb12.22-23). Estas duas partes da igreja de Deus se unirão na Vinda do Senhor
Jesus, quando houver a ressurreição dos mortos, e nosso encontro com o Senhor,
para com Ele ficarmos para sempre, e com nossos irmãos de todas as épocas e de
todas as partes do mundo (1Tess 4.16-18).
A igreja militante se expressa aqui neste mundo por meio de igrejas
locais. Paulo escreveu cartas a várias destas igrejas, como a de Corinto,
Tessalônica, etc. (1Co 1.2; 1Ts 1.1). Igrejas locais são a organização dos
crentes, ainda que informal, que se reúnem regularmente para cultuar a Deus,
serem instruídos em Sua Palavra, se edificarem mutuamente e celebrar os
sacramentos. As igrejas têm direção e liderança espiritual, promovem cultos de
adoração, celebram os sacramentos, anunciam o Evangelho e praticam boas obras.
Estas igrejas locais podem ter um aspecto estrutural e organizacional, mas
jamais devem ser consideradas como um clube ou uma empresa, e nem os interesses
organizacionais devem sobrepujar os interesses do Reino de Deus.
Estas igrejas locais podem ser mais ou menos puras, dependendo de quão
pura é a pregação do Evangelho que ocorre ali, a celebração correta dos
sacramentos e o exercício da disciplina entre seus membros.
É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus, procurando cada vez mais aproximar-se do ideal bíblico. São os princípios bíblicos que são imutáveis, não as formas organizacionais e externas. As igrejas locais devem zelar pela pureza da pregação, da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral daqueles que ali se congregam.
É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus, procurando cada vez mais aproximar-se do ideal bíblico. São os princípios bíblicos que são imutáveis, não as formas organizacionais e externas. As igrejas locais devem zelar pela pureza da pregação, da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral daqueles que ali se congregam.

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