Quando eu uso o termo “desigrejado,”
estou me referindo àquela pessoa que se professa crente em Jesus Cristo mas que
não tem qualquer relacionamento sério com uma comunidade cristã que contenha o
mínimo necessário para ser considerada uma igreja.
E quando eu uso o termo “igreja,”
como acabei de fazer no parágrafo anterior, não estou me referindo ao templo ou
construção que leva este nome. Não uso a palavra
“igreja” aqui no mesmo sentido de “templo” no Antigo Testamento, que se referia
à construção feita por Salomão. Quando eu digo “igreja” me refiro a um
ajuntamento de cristãos que se reúnem regularmente para comunhão e outras
atividades que definem aquilo que o Novo Testamento chama de “igreja”.
Portanto, quando
eu digo “desigrejado,” não estou me referindo necessária e exclusivamente a uma
pessoa que parou de ir a um templo evangélico aos domingos, mas a uma pessoa
que parou de congregar-se com outros cristãos, quer seja em templos
evangélicos, nas casas, ou em qualquer outro lugar, para fazer aquilo que é
próprio de uma igreja conforme o Novo Testamento nos ensina.
“Igreja”, conforme o Novo Testamento nos ensina, é uma comunhão de pessoas que professam a mesma fé em Jesus Cristo. Estes irmãos se reúnem e desenvolvem atividades que identificam o grupo (grande ou pequeno, em casas ou templos, com denominação ou sem denominação) como uma expressão visível da Igreja de Cristo, o seu corpo, a sua noiva, Igreja esta invisível, una e universal.
“Igreja”, conforme o Novo Testamento nos ensina, é uma comunhão de pessoas que professam a mesma fé em Jesus Cristo. Estes irmãos se reúnem e desenvolvem atividades que identificam o grupo (grande ou pequeno, em casas ou templos, com denominação ou sem denominação) como uma expressão visível da Igreja de Cristo, o seu corpo, a sua noiva, Igreja esta invisível, una e universal.
Estas atividades
que caracterizam uma "igreja" local são: estudo da Palavra de Deus,
realização do batismo e da Ceia e o exercício da disciplina espiritual entre
si. Além destas atividades, uma “igreja” – não no sentido de templo, prédio,
construção ou denominação – tem líderes espirituais que a governam, e que são
escolhidos de entre os irmãos. Consideremos o embasamento bíblico em seguida.
1) Quando não
havia ainda nem templos e nem denominações Jesus instituiu a sua igreja sobre a
declaração de Pedro, que ele era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt
16.15-19). Todavia, fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha,
Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem
participarmos de um grupo, comunidade, comunhão, denominacional ou não, onde
somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados na verdade
apostólica registrada nas Escrituras, e onde os que se desviam desta verdade
são rejeitados.
2) Também muito
antes de aparecerem as denominações e os templos cristãos, Jesus estabeleceu o
que chamamos de disciplina bíblica, quando ensinou aos seus discípulos de que
maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20).
Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido,
deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria
mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Um bom exemplo disto é a exclusão
do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5).
3) Jesus também
determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os
batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os
discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em
igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico, que já
começava a ser cometido à forma escrita. Eles estabeleceram líderes espirituais
sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir
os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram
claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo
espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg
5.14).
4) Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). E tudo isto poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de aparecer a igreja institucionalizada e as denominações.
4) Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). E tudo isto poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de aparecer a igreja institucionalizada e as denominações.
5) Jesus também
mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o
vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e
reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16).
Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação
nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34).
Para mim, a
Igreja de Cristo é muito maior que uma denominação – inclusive a minha. As
igrejas denominacionais instituídas e organizadas não são a única expressão
válida da Igreja de Cristo. Onde houver um grupo de cristãos que fazem estas
coisas prescritas por Jesus e pelos apóstolos (itens 1 a 5 acima), ali está a
igreja, ainda que imperfeita.
“Desigrejado,”
para mim, é quem diz ser cristão não quer participar de nenhuma destas opções,
não quer ser ensinado, corrigido e nem servir e abençoar os demais. Resta a questão
se um “desigrejado,” assim definido, pode, de fato, se considerar um cristão
verdadeiro. Calo-me aqui.

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