Crer naquilo que a Bíblia diz é um dom salvador
de Deus. Aptidão para falar em público, não. Crer em Jesus Cristo como o Filho
de Deus encarnado é obra salvadora da graça. Capacidade para administrar uma
igreja, não. Receber os relatos bíblicos em fé e viver por eles é resultado da
operação salvadora do Espírito de Deus no coração. Capacidade para liderar um
culto e dirigir uma liturgia, não. Fé nos relatos
bíblicos de milagres é graça especial aos eleitos. Poder intelectual e acuidade
mental, não.
É por isto que
existem pastores e professores de teologia que são incrédulos. Pois para ser
pastor e professor de teologia não é preciso fé. Tive um professor de teologia
no mestrado que me confessou ter sido um agnóstico durante toda sua vida. Creu
aos 65 anos de idade, durante uma enfermidade. Sua vida mudou.
Pastores e professores de teologia que não têm fé têm que ter outra coisa: a habilidade de separar mentalmente o que ensinam domingo na sua igreja daquilo que realmente acreditam, quando estão a sós com seus livros. Se não tiverem isto, até o que tem lhes será tirado. Pois se ensinarem na igreja o que realmente acreditam, dificilmente manterão seu emprego. Qual é a igreja que deseja ouvir um pastor que não crê nas Escrituras? As que quiseram, fecharam ou estão morrendo. As igrejas da Europa que o digam.
Pastores e professores de teologia que não têm fé têm que ter outra coisa: a habilidade de separar mentalmente o que ensinam domingo na sua igreja daquilo que realmente acreditam, quando estão a sós com seus livros. Se não tiverem isto, até o que tem lhes será tirado. Pois se ensinarem na igreja o que realmente acreditam, dificilmente manterão seu emprego. Qual é a igreja que deseja ouvir um pastor que não crê nas Escrituras? As que quiseram, fecharam ou estão morrendo. As igrejas da Europa que o digam.
Por não ter fé, o
pastor incrédulo tem que direcionar seu ministério e seu culto para áreas onde
sua incredulidade passe mais despercebida. Tudo deve estar voltado para ocupar
os sentidos de maneira que a fé não faça falta. A mensagem deve evitar temas
difíceis. O foco é em pontos morais, sociais e políticos.
O problema com
pastores incrédulos não é o que eles dizem, mas o que eles deixam de dizer, os
temas que evitam, os assuntos que nunca mencionam, como a ressurreição de
Cristo, a infalibilidade das Escrituras, a veracidade e confiabilidade da
narrativa bíblica, o poder do Espírito para regenerar a natureza humana
pecaminosa, a morte vicária de Cristo, a realidade da tentação e a necessidade
de resisti-la. É assim que sobrevivem, evitando matérias de fé e pregando
aquilo que um rabino, um mestre espírita ou líder muçulmano também pregaria,
como a honestidade e o amor ao próximo, por exemplo.
Alguém pode
perguntar “Por que alguém gostaria de ser pastor se não tem fé? Não tem uma
maneira mais fácil dele ganhar dinheiro?”. Pois é, pior é que não tem.


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