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De Tiririca a Astronauta Tupiniquim




Em abril de 2006 escrevi um texto no (Recanto das Letras), sobre a ida do primeiro “astronauta” brasileiro ao espaço. Para minha falsa surpresa após 7 anos da aventura sideral o homem do espaço tipo tupiniquim quer se aventurar na política (Folha de São Paulo), o mesmo tem grandes ambições políticas o que também não me causa espanto, uma vez que por essas bandas temos de tudo de Monique Evans em ala psiquiátrica prometendo sair candidata a lá Tiririca na Câmara dos Deputados a astronauta querendo ser deputado de olho em ministérios, nada de anormal – o anormal é a falta de senso crítico que nunca se reflete nas urnas. Alguns podem dizer: "O Gigante acordou!", não sou pessimista, só o tempo dirá se esse é um despertamento genuíno ou uma simples quimera de comportamento coletivo.
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Segue abaixo o texto na íntegra:
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Deus Não é Brasileiro, o Astronauta sim!
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Neil Armstrong ao assistir o lançamento da nave espacial russa Soyuz, sorri como a quem assiste a um episódio cômico, a ida do Homo Sapiens Brasilis, vulgo Marcos Pontes, que está prestes a ser canonizado por ser o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço. Aqui nos trópicos é assim, os primeiros são canonizados ou beatificados, coisas de um “povin” místico maltratado pelas mazelas e desmandos de um sistema político corrupto e ineficiente em tudo, menos na arte dos Ali Babás...
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Santos Dumont inventou o avião?! E por um motivo inusitado a mídia criou o primeiro astronauta brasileiro, mais um marketing a um custo chinfrim de R$ 10.000.000,00 pagos pelo governo Lula de um Brasil Para Todos, que o colocou à bordo da nave Soyuz, para mais um golpe de propaganda, já que não há notícia de resultados científicos relevantes alcançados na viagem sideral. Talvez a resposta rápida e imediata fosse uma possível rota de desvio dos velhos novos problemas de escândalos e corrupções. Há os que se orgulham, pois, amanhã o nosso astronauta estampará livros didáticos e revistas que discutirão quais os benefícios que o nosso homem do espaço trouxe enquanto olhava admirado e assustado a beleza inigualável de nosso planeta. Não consigo conceber qual o benefício da ida do nosso astronauta ao espaço. Não temos tecnologia que acompanhe as grandes potências, a Base de Alcântara é uma fábula para gringos verem e se deliciarem, afinal o dólar deles paga o mingau de poucos esfomeados pelo poder e suas benesses.
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Enquanto assistia nos jornais a aterrissagem da sonda espacial, me veio a triste constatação de que nascia um ícone e morria um cidadão. Será badalado, fotografado, entrevistado, contará estórias de “astronauta-pescador-espacial”, terá idéias e teorias de como devemos proceder para entrar de vez na corrida espacial, pois, a China já está a anos luz de nós. Se isso chegar a acontecer devemos lembrar-lhe que no caso da China eles não trabalharam com teorias, foram mais de 10 anos de investimentos em massa começando pela educação.
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Enquanto isso aqui nos trópicos vivemos a realidade imaginando um espaço abstrato que só existe na ficção científica. Mas, de qualquer forma já visualizo o nosso Astronauta ou Cosmonauta de Mármore, que ao desfilar em carro de Corpo de Bombeiros ao invés de ouvir os gritos de felicitações do cortejo na sua cabeça estará ouvindo Nenhum de Nós, e sua eterna trilha sonora “a trajetória escapa o risco nu, as nuvens queimam o céu nariz azul, desculpe estranho eu voltei mais puro do céu”.

Um comentário:

  1. muito bom o texto parabens, fechar com Nenhum de Nós foi golpe baixo, essa música é D++++

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